Empresária morta a facadas no Ceará era monitorada por ex-marido através de câmera de segurança, diz irmão
17/02/2026
(Foto: Reprodução) A Polícia Civil investiga a morte de Ana Karolina como feminicídio. O caso aconteceu em Itapipoca, no interior do Ceará.
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A empresária Ana Karolina Sousa, morta a facadas no último sábado (13), era monitorada pelo ex-marido através de uma câmera de segurança instalada por ele na casa, segundo revelou o irmão dela ao g1. Anderson Renan Magalhães Freitas é apontado pela família como principal suspeito do crime, que é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. Ele segue foragido.
Karol, como era conhecida, foi espancada e morta na casa onde morava, em Itapipoca. Ela tinha 31 anos, era estudante de biomedicina e dona de uma empresa de estética especializada em cílios. A empresária costumava compartilhar o dia a dia da vida profissional e tinha mais de 12 mil seguidores nas redes sociais. Karol deixou uma filha, de sete anos, de outro relacionamento.
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Breno Sousa, irmão da vítima, disse que Renan instalou duas câmeras na casa onde ela morava — uma dentro e outra do lado de fora. O casal estava separado há meses e em processo de divórcio. Renan, conforme Breno, não aceitava o fim do relacionamento e vigiava Karol através das câmeras.
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"A [câmera] interna minha irmã desligou por que sabia que [Renan] a monitorava, a externa ela deixou para sua própria segurança também. Há relatos que o Renan passava horas e horas acompanhando a rotina da Karol, isso no seu horário de trabalho. Fora a facilidade que ele teve pra entrar e sair, pois mantinha cópia de todas as chaves da casa", disse Breno.
O irmão falou que a família tinha ciência da instalação das câmeras, e que Renan monitorava Karol motivado por ciúmes. Eles chegaram a alertar a empresária sobre o perigo do monitoramento, mas não desconfiavam que Renan seria capaz de matar Karol.
Após o crime, Anderson fugiu levando todos os pertences dele, incluindo uma motocicleta. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil investiga o crime. Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense foram chamadas para a ocorrência.
O caso está a cargo da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Itapipoca, unidade que realiza buscas para capturar o suspeito do crime.
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